JUSTIÇA CASSA DIPLOMAS DE PREFEITO E VICE EM ESTREITO E TORNA LEO CUNHA INELEGÍVEL POR 8 ANOS
A política de Estreito amanheceu sob forte abalo com a recente decisão da 82ª Zona Eleitoral. Em sentença proferida nesta manhã, a Justiça Eleitoral julgou parcialmente procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o prefeito eleito, Leo Cunha, e a vice, Irenilde Ribeiro da Silva, reconhecendo a prática de abuso de poder político e econômico durante o pleito de 2024.
A decisão determinou a cassação imediata dos diplomas e dos registros de candidatura de ambos. Para Leo Cunha, a sentença foi ainda mais severa: o gestor foi declarado inelegível pelo período de 8 anos, ficando impedido de participar de disputas eleitorais por quase uma década.
O ponto central da sentença envolve a entrega de uma ambulância no Povoado Brejo da Ilha. Segundo o entendimento do magistrado, o que deveria ser um ato institucional da prefeitura foi transformado em um evento com nítidos contornos eleitorais, incluindo churrasco, distribuição de bebidas, discursos e mobilização de pessoas com vestimentas de campanha.
Um dos trechos da decisão aponta que a ambulância teria sido retirada da comunidade logo após o período eleitoral. O juiz interpretou o fato como um indício do caráter eleitoreiro da ação, configurando o uso da estrutura pública para criar vantagem indevida e desequilibrar a disputa nas urnas.
Embora uma outra ação conexa tenha sido julgada improcedente por falta de provas robustas, esta condenação atinge diretamente o núcleo da atual gestão. O caso agora deve seguir para novas fases, com a possibilidade de recursos junto às instâncias superiores.
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