BASE GOVERNISTA BARRA PROJETOS DE INTERESSE DA POPULAÇÃO DE OTHELINO NETO E RODRIGO LAGO, ESVAZIANDO PLENÁRIO E CCJ
A terça-feira (16), foi marcada por uma dupla obstrução articulada pela base governista na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em duas ações coordenadas no mesmo dia, os parlamentares alinhados ao Palácio dos Leões agiram para travar o andamento de propostas importantes de autoria dos deputados de oposição Othelino Neto (PSB) e Rodrigo Lago (PSB), que impactam diretamente a economia e a fiscalização do estado.
O primeiro movimento derrubou a sessão plenária por falta de quórum bem no momento em que entraria em debate o projeto do deputado Rodrigo Lago. A proposta do parlamentar visa revogar a autorização do empréstimo bilionário contraído pelo Governo do Estado, com o objetivo de reabrir a discussão sobre o endividamento público e os impactos financeiros que irão atingir as próximas gerações de maranhenses.
Roteiro repetido e esvaziamento na CCJ
Horas após a queda da sessão no plenário, a estratégia de esvaziamento se repetiu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A reunião que analisaria o projeto de autoria do deputado Othelino Neto, que propõe a redução da alíquota do ICMS sobre os combustíveis no Maranhão, acabou cancelada pelo mesmo motivo: ausência de deputados governistas.
A cena na sala de comissões chamou atenção de quem acompanhava os trabalhos, pois apenas Othelino e Rodrigo Lago compareceram e aguardaram pelos demais integrantes, que não apareceram para dar início às deliberações. A proposta de redução tributária busca diminuir o preço final do combustível diretamente nas bombas, aliviando o bolso dos consumidores locais.
Críticas à falta de debate
Para os deputados de oposição, a sequência de fatos idênticos no mesmo dia não foi mera coincidência. Os parlamentares criticaram a postura da base do governo de fugir do enfrentamento político por meio do voto, preferindo esvaziar os espaços de discussão técnica e legítima do Parlamento para evitar temas de forte apelo popular, como o controle de gastos e o custo de vida.
No cenário atual, o prejuízo direto fica para a população, que vê duas pautas de grande interesse público — a responsabilidade fiscal com o dinheiro do estado e a redução no preço dos combustíveis — paradas sem previsão de avanço nas comissões legislativas.
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