FELIPE CAMARÃO INCLUI JUSCELINO FILHO COMO OPÇÃO PARA VAGA AO SENADO E IGNORA WEVERTON ROCHA
Com a consolidação de seu nome como o candidato oficial do presidente Lula ao Governo do Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão (PT) começou a desenhar publicamente as estratégias e composições para a sua chapa majoritária nas eleições de 2026. A vaga para a disputa ao Senado Federal virou o centro das atenções nos bastidores políticos.
Embora a senadora Eliziane Gama já esteja confirmada na busca pela reeleição dentro do bloco, a segunda vaga ao Senado segue em aberto, e Camarão passou a citar novos nomes fortes da política maranhense para o posto, como o deputado federal Juscelino Filho (PSDB) e o deputado André Fufuca (PP).
Em entrevista recente concedida ao blog do Geovane Leal, Felipe Camarão detalhou o leque de opções que o grupo possui para preencher os cargos da chapa, destacando que a principal exigência é o alinhamento com a gestão federal.
> “A gente tem duas vagas na suplência da senadora Eliziane, uma vaga de senador, duas vagas de suplência do segundo senador ou segunda senadora; e temos ainda a vaga de vice. O requisito é ser do time de Lula. Nós temos o Fufuca, que já foi ministro do Lula, o Juscelino, que também já foi ministro do Lula. Nós temos a Antonia Cariongo e o Franklin Douglas, que são pré-candidatos ao Senado pelo PSOL. São todas pessoas do time do presidente Lula. Estamos de portas abertas para dialogar com essas pessoas que querem caminhar sob a liderança do presidente Lula”, declarou o pré-candidato ao governo.
O posicionamento de Felipe Camarão gerou forte repercussão por ignorar o nome do senador Weverton Rocha (PDT) como uma das opções diretas da chapa governista. Durante o grande ato político do PT em São Luís na última segunda-feira (1º), o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, havia sinalizado à base que Weverton é um dos nomes defendidos pelo presidente Lula no Maranhão.
No entanto, a relação política de Weverton com a ala remanescente do grupo dinista — da qual Felipe Camarão faz parte — tem enfrentado distanciamentos, o que reflete diretamente na construção das alianças locais.
O movimento de Camarão ao abrir as portas para partidos como o PSDB, PP e PSOL demonstra que as costuras para o fechamento do palanque majoritário do "time de Lula" no Maranhão ainda passarão por intensas negociações e acomodações partidárias nos próximos meses.
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