PAULO CURIÓ NÃO PODE REASSUMIR PREFEITURA DE TURILÂNDIA; INTERVENÇÃO E MEDIDAS CAUTELARES PERMANECEM VIGENTES
Turilândia, Segundo informações apuradas pela redação do Blog do Castro, embora o prazo de seis meses de afastamento do prefeito Paulo Curió tenha se encerrado no último dia 19 de junho, a afirmação de que ele poderia reassumir o cargo imediatamente não seria precisa. Apesar de não ter havido prorrogação formal desse prazo específico, outras decisões judiciais e medidas legais mantêm o gestor afastado e impedido de retornar ao comando do município.
De acordo com o que foi levantado, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) teria decretado intervenção no Poder Executivo de Turilândia. A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, resultou na nomeação e posse do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor, que segue à frente da gestão municipal. Além disso, embora a Justiça tenha revogado a prisão preventiva de Paulo Curió, outras medidas cautelares continuariam em plena vigência.
Conforme as apurações, uma decisão do TJMA proíbe expressamente que Curió frequente as dependências da Prefeitura e da Câmara Municipal, mantendo seu afastamento do cargo e determinando o recolhimento domiciliar, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. O ex-prefeito, segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), seria alvo de investigações por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, que teria movimentado cerca de R$ 56 milhões dos cofres do município — denúncias que seguem em tramitação.
Aliados do gestor haviam defendido que o fim do prazo de afastamento representaria um retorno à normalidade institucional, mas as medidas legais em vigor mantêm a situação inalterada. O cenário político de Turilândia segue em indefinição, com a intervenção estadual mantida e o interventor respondendo pela administração, enquanto os processos judiciais e as investigações sobre o suposto desvio de recursos continuam em andamento.
A expectativa agora é de que novas decisões da Justiça possam redefinir o quadro nos próximos dias, mas, até o momento, não há previsão legal para que Paulo Curió retorne ao cargo.
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