CASO EDÉSIO NASCIMENTO: MP DENUNCIA CANTOR E PEDE PRISÃO PREVENTIVA APÓS NOVO EPISÓDIO EM PINHEIRO-MA

Ministério Público afirma que artista voltou a dirigir mesmo estando proibido pela Justiça; suposto descumprimento de medida cautelar foi usado para fundamentar o pedido de prisão
O Ministério Público do Maranhão atua para garantir a prisão preventiva do cantor e compositor Edésio Araújo do Nascimento, após apontar um novo episódio envolvendo o artista no trânsito, desta vez ocorrido em Pinheiro, na Baixada Maranhense.
A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira, 21 de setembro, pelo promotor de Justiça Igor Adriano Trinta Marques, da Promotoria de Justiça de Maracaçumé, junto com a denúncia oferecida no processo nº 0801165-91.2026.8.10.0096. O caso está em trâmite para análise do juiz Bruno Chaves de Oliveira.
A repercussão em Pinheiro se deve ao episódio registrado na cidade no domingo (20), que teria demonstrado, em tese, o descumprimento de uma medida cautelar que proibia Edésio de conduzir veículos automotores.
Novo episódio em Pinheiro motivou reação do Ministério Público
De acordo com a manifestação encaminhada à Justiça, no dia 20 de setembro Edésio teria voltado a dirigir um veículo em Pinheiro e se envolvido em um acidente na região central da cidade.
Segundo a versão apresentada pela Promotoria, o cantor estaria em visível estado de embriaguez alcoólica, teria perdido o controle da direção, subido no canteiro central e se envolvido em uma colisão. Essas circunstâncias integram a argumentação do Ministério Público e ainda estão sujeitas à apreciação judicial e ao contraditório da defesa. Como suporte ao pedido, a Promotoria anexou aos autos reproduções de publicações feitas em páginas de notícias e redes sociais sobre o episódio.
Cantor estava proibido de dirigir
Esse detalhe é considerado central pelo Ministério Público. Edésio já respondia a um procedimento originado de uma ocorrência registrada em 31 de maio, na BR-316, próximo à entrada de Maracaçumé, quando foi preso em flagrante sob suspeita de dirigir com a capacidade psicomotora alterada pela influência de álcool e de ter se envolvido em colisões.
Após o pagamento de R$ 5 mil de fiança, ele permaneceu em liberdade. Em decisão de 10 de junho, a Justiça estabeleceu medidas cautelares, entre elas comparecimento periódico em juízo, comparecimento aos atos processuais, proibição de ausentar-se da comarca sem autorização e, principalmente, proibição de conduzir veículos automotores até o encerramento do processo, salvo extrema necessidade devidamente comprovada. A decisão determinou ainda que o cantor fosse advertido de que o descumprimento das medidas poderia resultar em prisão preventiva.
MP diz que cautelares não foram suficientes
Na avaliação da Promotoria, se confirmado que Edésio estava conduzindo o automóvel em Pinheiro, haveria descumprimento direto da determinação judicial. O MP argumenta que a proibição de dirigir havia sido estabelecida justamente para evitar novos episódios relacionados ao trânsito, e que o fato ocorrido na cidade demonstraria que as medidas alternativas à prisão não foram suficientes.
Na manifestação, o promotor invoca os artigos 282, parágrafo 4º, e 312 do Código de Processo Penal para requerer a substituição das cautelares pela prisão preventiva.
Denúncia por embriaguez ao volante
Além do pedido de prisão, o Ministério Público ofereceu formalmente denúncia contra Edésio em razão do episódio de 31 de maio, em Maracaçumé. Segundo a acusação, antes de dirigir o cantor participava de um evento na "Prainha do Rio", às margens do Rio Maracaçumé, onde ingeriu bebidas alcoólicas, incluindo uísque e cerveja. Depois disso, teria assumido a direção de um Fiat Argo e se envolvido em colisões na BR-316, atingindo a traseira do veículo conduzido por Orleans Lopes Castro e, em seguida, uma carretinha acoplada ao carro de Everton Melo Pimentel, na qual era transportada uma motocicleta.
Após as colisões, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e constatou os fatos. Edésio foi socorrido — apresentava lesões decorrentes de agressões de populares após o acidente — e encaminhado ao Hospital Municipal de Maracaçumé, onde a avaliação médica registrou sinais relacionados à ingestão de álcool. Diante disso, foi dada voz de prisão em flagrante. O Ministério Público denunciou o cantor com base no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.
Ministério Público cita outros processos
Para sustentar o alegado risco de repetição de condutas, a Promotoria relacionou outros procedimentos judiciais envolvendo Edésio. Entre eles, um processo da Comarca de Pinheiro no qual, segundo o MP, foi proferida sentença condenatória em maio deste ano, com pena de oito meses e dois dias de detenção, além de multa e proibição de obter permissão ou habilitação para dirigir pelo período de seis meses.
A existência de investigações, ações penais, queixas-crime ou medidas protetivas, no entanto, não deve ser confundida com condenação criminal definitiva — cada procedimento possui situação processual própria.
MP quer mandado de prisão
Ao final do documento, o Ministério Público solicita que a Justiça revogue as medidas cautelares, decrete a prisão preventiva de Edésio Nascimento e, caso o pedido seja acolhido, determine a expedição do mandado de prisão e seu registro no Banco Nacional de Medidas Cautelares e Prisões (BNMP/CNJ). O órgão fundamenta o pedido no suposto descumprimento da ordem judicial, na garantia da ordem pública, no risco concreto de reiteração das condutas e na alegada insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas.
De acordo com informações repassadas ao BlogdoCastro, o caso segue em trâmite na 1ª Vara de Maracaçumé e será atualizado conforme nova decisão judicial. O espaço permanece aberto à defesa de Edésio Nascimento para manifestação e apresentação de sua versão dos fatos.
Fonte: Processo nº 0801165-91.2026.8.10.0096 — 1ª Vara de Maracaçumé/TJMA
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